Jornal Tijucas - Ibovespa cai em linha com o pessimismo nas bolsas internacionais

Ibovespa cai em linha com o pessimismo nas bolsas internacionais

Negócios -

Depois da alta do pregão de ontem, o Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, seguindo os mercados internacionais que operam no vermelho por preocupações com a menor demanda por petróleo no mundo. Chegou a cair mais, mas a notícia da reabertura das escolas na Alemanha no início de maio fez o principal índice da bolsa brasileira reduzir a queda. Às 14h08, o indicador recuava 0,67% para 79.385 pontos.

As bolsas européias registram baixas com o noticiário de mortes na Inglaterra e França. Nos Estados Unidos, o S&P cai 2,43%, Nasdaq, 1,59% e Dow Jones, 2,31%. As bolsas asiáticas fecharam em queda, com Nikkei caindo 1,17% e Xangai, 0,57%. Destaque para o Banco do povo da China que reduziu a taxa de empréstimos interbancários de 3,15% para 2,95% ao ano.

Para Bruno Lima, analista de ações da EXAME Research, investidores têm comparado a curva de casos e falecimentos devido ao novo coronavírus no Brasil com a da Alemanha. “Nesse sentido, a reabertura das escolas alemãs oferece mais visibilidade de retomada da atividade da economia brasileira”, afirma. “Além disso, tem um fator técnico de vencimento de opção de Ibovespa em andamento, com investidores comprados e vendidos disputando preço, o que exacerba os movimentos.”

Mesmo assim, o otimismo ainda não supera as incertezas relativas às estimativas referentes à queda da demanda por petróleo. A Agência Internacional de Energia (IEA) projetou nesta quarta-feira uma queda de 29 milhões de barris por dia na demanda pela commodity em abril, para níveis não vistos há 25 anos, alertando que cortes de produção não poderão compensar totalmente a queda do mercado no curto prazo.

Segundo Laatus, a notícia é ruim para todos os exportadores de petróleo, como o Brasil.

Já na esfera doméstico, o destaque desta quarta é a PEC de orçamento de guerra que deve ser votada no Senado, que dentre as emendas também permite ampliação dos poderes e atuações do Banco Central. Caso seja aprovada a PEC, o BC pretende adquirir crédito privado na ordem de quase 1 trilhão de reais. Se o texto seja aprovado com mudanças no Senado, deverá voltar a Câmara.

“Além disso, há uma preocupação com os rumores de demissão do ministro da Saúde, Luiz Mandetta. A principal dúvida é quem entraria no lugar”, acrescenta.


Fonte: Com Agências