Jornal Tijucas - “O ministro de Bolsonaro, que parece infeliz”. O que está errado na frase?

“O ministro de Bolsonaro, que parece infeliz”. O que está errado na frase?

Brasil -

Vejamos a sentença abaixo:

“Chegou a vez do ministro de Bolsonaro, que parece infeliz.”

No estudo linguístico, o duplo sentido em uma construção é chamado de anfibologia ou ambiguidade. É o que resulta em mais de uma interpretação de significado para um agrupamento de vocábulos.

Pergunta-se: quem parece infeliz? Bolsonaro ou o ministro?

“Chegou a vez do ministro. O presidente parece infeliz.”

ou

“Chegou a vez do ministro – aparentemente infeliz – do governo Bolsonaro.”

Se houvesse substantivos de gêneros distintos, a ambiguidade poderia ser desfeita com o uso do relativo “o qual” ou “a qual”. Vejamos:

“Chegou a vez da ministra de Bolsonaro, a qual parece infeliz.”

ou

“Chegou a vez da ministra de Bolsonaro, o qual parece infeliz.”

Em suma: o relativo “que”, apesar de ser útil ferramenta para a fluidez textual, pode causar confusão quando houver dois ou mais referentes. O ideal é revisar o texto; na dúvida, reordene as ideias ou reconstrua toda a sentença, uma vez que não adianta sintetizar prejudicando a clareza da mensagem.

Ambiguidade no futebolês

“ADRIANO RESCINDE COM O ATLÉTICO E DEIXA O CLUBE SEM FUTURO DEFINIDO”

De acordo com a manchete citada, especificamente, pergunta-se: quem está “sem futuro definido”? Adriano ou o Atlético?

No entanto, uma simples atitude sintática (de ordem) torna o texto claro, objetivo:

“ADRIANO, sem futuro definido, RESCINDE COM O ATLÉTICO E DEIXA O CLUBE”

Um grande abraço, até a próxima e inscreva-se no meu canal!


Fonte: Com Agências