Jornal Tijucas - Dólar recua após importações da China superarem expectativas

Dólar recua após importações da China superarem expectativas

Negócios -

dólar caía contra ao real nos primeiros negócios desta terça-feira, 14, tendo no radar os dados sobre importações e exportações da China, que superaram as expectativas do mercado e fez as bolsas asiáticas terminarem o dia em alta. Às 10h20, o dólar comercial recuava 0,2% e era vendido por 5,177 reais. O dólar turismo, que fechou a sessão anterior nas mínimas do dia, subia 0,5%, cotado a 5,44 reais. 

Primeiro epicentro do coronavírus, a China começa a demonstrar melhora da atividade econômica. Em março, as importações do país asiático recuaram apenas 0,9% em relação ao ano anterior frente a uma expectativa de queda de 9,5%. Já as exportações tiveram contração de 6,6%, enquanto o mercado esperava uma diminuição de 14%. Em fevereiro, as exportações caíram 17,2%.

“A China está colocando a cabeça para fora [da água] antes do resto do mundo”, disse Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais. Para o economista, a retomada da atividade econômica chinesa deve impulsionar as exportações brasileiras de commodities, como proteína animal e minério de ferro. 

“Lá a economia é toda planejada e controlada pelo Estado. Então, é mais fácil estimular o investimento em infraestrutura para acelerar a economia”, afirmou Bandeira. 

Apesar do cenário externo positivo, questões internas exercem pressão contrária à valorização do real. Na segunda-feira, a Câmara aprovou o pacote de auxílio aos estados e munício, projeto que ficou conhecido como “Plano Mansueto ‘Light'”, devido às alterações feitas no texto original. Devido à falta de contrapartida para estados endividados tomarem dinheiro da União, há preocupação no mercado sobre a sustentabilidade da medida.

“A desconfiança é muito grande”, disse Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos. Segundo ele, o plano inicial era visto como positivo pelo mercado, mas com o surgimento de problemas relacionados ao coronavírus virou um “plano de resgate” aos entes federativos. “Sem contrapartida, abre-se o espaço para os estados manterem cargos disfuncionais, deixando a conta para o governo federal. É um impacto fiscal excessivo”, disse.


Fonte: Com Agências