Jornal Tijucas - Prefeituras: Tecnologia possibilita prestação de serviços mesmo na quarentena

Prefeituras: Tecnologia possibilita prestação de serviços mesmo na quarentena

Ciência/Tecnologia -

A computação em nuvem (cloud computing) é realidade na vida de milhões de pessoas e tem benefícios mais que conhecidos. Pense, por exemplo, na agilidade garantida pelo uso das ferramentas de acesso remoto a planilhas, editores de texto, armazenamento de arquivos, entre outros sistemas.Agora, quando todo o mundo sofre com a pandemia do Coronavírus, os benefícios surgem com ainda mais força: no uso de aplicativos de mensagens instantâneas, nas aulas online, nas reuniões à distância.

O movimento em direção à computação em nuvem começou pelo setor privado – onde avança de forma acelerada. Mas também os serviços públicos se beneficiam da tecnologia. Em 2018, cerca de 30% das instituições das diversas instâncias de governo no país já utilizavam a tecnologia. A popularização do conceito de smartcities deve fazer esse percentual crescer nos próximos anos.

Durante o afastamento social, a tecnologia possibilita que o serviço público mantenha em funcionamento atendimentos essenciais, que podem ser acessados pelos servidores públicos e pela população de casa, utilizando qualquer equipamento conectado à internet.

Os sistemas de gestão pública online são importantes, por exemplo, para a continuidade do trabalho em área como o setor de compras, contabilidade e pagamento de fornecedores, gestão de pessoal e atendimentos nos Postos de Saúde e UPAs dos municípios – funções que não podem parar mesmo durante uma situação extrema como a quarentena. Entre as muitas tarefas que podem ser executadas digitalmente estão a compra de materiais para a área de saúde – como máscaras, luvas e medicamentos – e até a organização da folha de pagamentos do funcionalismo.

“A tecnologia da cloud computing, com o armazenamento e o acesso a dados em nuvem, possibilita que o cidadão e o servidor público utilizem os sistemas de gestão a partir de qualquer lugar e de diferentes equipamentos (tablets, computadores, celulares). Isso acelera os processos e simplifica o relacionamento da administração pública com as pessoas”, diz o presidente da IPM Sistemas, Aldo Mees.

Criada há mais de duas décadas, a empresa tem unidades em Florianópolis e Rio do Sul, onde funciona o Centro de Tecnologia, e produz sistemas de gestão em nuvem para prefeituras e órgãos públicos de cidades de pequeno, médio e grande portes de Santa Catarina, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Centro de Tecnologia – Foto: Divulgação

Benefícios da digitalização incluem ganho de eficiência e economia no atendimento aos cidadãos

Os benefícios da tecnologia são essenciais nos tempos de crise e visíveis também no dia a dia. Em Rio do Sul, por exemplo, funcionários de diversas áreas da administração estão trabalhando de casa e usando a Internet para executar tarefas diárias. Segundo o secretário de Administração e Fazenda do município do Alto Vale, Alexandre Pereira, apesar de as estruturas administrativas da prefeitura estarem fechadas, a equipe age em escala de trabalho, resolvendo os vários procedimentos que marcam a rotina de uma prefeitura.

De acordo com ele, apesar da necessidade dos servidores das áreas não essenciais permanecerem em quarentena, eles continuam com o dever de atender as demandas da população de forma remota, algo que é possível com o uso de ferramentas de computação em nuvem.

Os benefícios da prefeitura digital são percebidos em diversas áreas. Na construção civil, por exemplo, o pedido de licenças, desmembramentos de áreas de terra e loteamentos podem ser protocolados e tramitar pelo modo remoto. A equipe liderada pelo engenheiro Eduardo Aragão utiliza os sistemas que aumentaram a agilidade de diversos processos. Antes de o governo de Rio do Sul implantar a ferramenta digital, diz, a entrega da documentação exigida e o pagamento de taxas para a liberação de alvarás só podiam ser feitos pessoalmente. Hoje o trabalho pode é online, de forma mais ágil.

Engenheiro Eduardo Aragão – Foto: Divulgação

“Até poucos anos, um protocolo levava de dois a quatro dias para ser analisado. Agora é tudo muito mais rápido”, afirma. A expedição de um alvará, que durava de seis meses a um ano, atualmente é feita em 30 dias. Para o engenheiro, isso significa que a cadeia produtiva da construção civil se movimenta muito mais rápido, gerando empregos e renda tanto para a população quanto para o setor público, algo que tem uma alta relevância nesse período onde a economia desacelerou de forma bastante expressiva em função da pandemia do coronavírus.

Destaque no setor, empresa catarinense expande atuação no Brasil

Além de representar aprimoramento no serviço público e facilidade para a população, a gestão digital é uma oportunidade econômica para empresas que atuam no disputado setor da tecnologia da informação. Em Santa Catarina, a IPM Sistemas atua na área há mais de duas décadas, tendo dedicado oito anos exclusivamente para desenvolver e homologar um sistema próprio de computação na nuvem. Isso foi o diferencial para ter um produto que gera diminuição de despesas para as prefeituras, conduzindo à consolidação nos estados do Sul do País e a expansão de atividades para o Sudeste do Brasil, atendendo hoje em municípios de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Quando montou a empresa, em Rio do Sul, Aldo Mees queria criar soluções em softwares para que prefeituras pudessem elevar a arrecadação e, principalmente, melhorar o atendimento à população. “O grande problema no Brasil era o alto custo para a implantação da gestão digitalizada. Adquirir servidores, licenciar sistemas, construir o espaço físico ideal, fazer a manutenção dos equipamentos, ter energia, refrigeração e segurança física exigia um suporte financeiro muito elevado, algo que em um país com carga tributária tão elevada quanto a nossa tornava inviável o processo”, relembrou.

Por causa disso, Mees e sua equipe precisaram inovar. E, ao concluir um sistema próprio, passaram a comercializar uma ferramenta digital mais acessível, que não exige a implantação de um Centro de Processamento de Dados próprio do município. “Funciona tudo online. Tanto gestores quanto o cidadão comum acessam a ferramenta pela Internet usando um smartphone, um tablet ou um notebook a qualquer horário do dia, em qualquer lugar do mundo. Imagine o prefeito em uma viagem para Florianópolis ou para Brasília.

Pelo próprio celular ele pode, por exemplo, assinar vários documentos digitalmente, evitando o acúmulo de trabalho para quando retornar ao seu município” destacou.


Fonte: Com Agências