Jornal Tijucas - Por que o liberalismo é o melhor caminho para enfrentar crises?

Por que o liberalismo é o melhor caminho para enfrentar crises?

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Em tempos de crise como este, em que o mundo enfrenta grandes desafios, a união é fundamental. Por defendermos a democracia, acreditamos na importância da pluralidade e do respeito ao pensamento diverso. Em um país polarizado como o que vivemos, não tardou para que o surto do coronavírus fosse usado de forma política por certos grupos da população. Na guerra de ideias, o liberalismo, mais uma vez, virou alvo das atenções. Para alguns, o pensamento liberal não condiz com um Estado eficiente no combate à pandemia. Será isso mesmo?

Como ONG e Think Tank, sabemos da falta de facilidade do Estado agir e do setor privado em conseguir aval estatal para organizar soluções rápidas. Já escrevemos aqui, anteriormente, sobre como as medidas de austeridade fiscal foram importantes para que, hoje, o Brasil tenha uma maior capacidade para socorrer a sociedade diante do vírus. Agora, vamos explicar por que o liberalismo é, também, o melhor caminho para vencermos crises. Primeiro, é preciso deixar clara a diferença entre Estado mínimo e Estado omisso. Ao defender um Estado mais enxuto, não estamos pregando que o poder público seja ausente na vida da população. Muito pelo contrário: acreditamos que os governos devem ter menos despesas; menos empregados; menos departamentos; menos empresas; e menos áreas de atuação para que possa, justamente, concentrar seus esforços nos setores mais importantes para a população. Na prática, isso representa um Estado com mais eficiência na ponta e serviços públicos adequados para a sociedade – diferente da realidade histórica do país.

É importante esclarecer que as ideias liberais não são engessadas. Cada país e cada momento têm sua particularidade e irá aplicá-las de uma forma particular e que se adeque à realidade. O liberalismo pode nos ensinar muito nesta crise. Ele reforça, por exemplo, que o socorro ao setor produtivo não deve abrir margem para o benefício de certos grupos, em detrimento de outros. Ou então que a burocracia, muitas vezes, também atrapalha o surgimento de tecnologias, compra de equipamentos, treinamento de pessoas, e até a própria entrega do dinheiro para ajudar a vencer o vírus. Quando a saúde das pessoas estiver protegida e as economias mundiais voltarem a crescer, vamos assistir na prática como se recuperam as nações com menores e maiores índices de liberdade econômica. Qual é a sua aposta? Nós, com certeza, já escolhemos a nossa.

No Congresso, por exemplo, chovem projetos tidos como “salvadores” – como empréstimos compulsórios de empresas e até mudanças nas leis tributárias. Lançar ideias sem um plano de ação claro, com datas limites para sua reavaliação, é criar mais insegurança. Agora, mais do que nunca, precisamos de união e planejamento eficiente. Além, é claro, de fiscalização: para que toda verba destinada ao combate ao vírus tenha realmente esse fim, e não seja usada para beneficiar grupos de amigos ou medidas desnecessárias. Respondendo ao questionamento inicial: sim, o liberalismo é o melhor caminho para vencermos crises. Ele fortalece a sociedade para enfrentar melhor o surto e os efeitos econômicos que ele deixará para trás.

O Brasil, historicamente, não é um país generoso quando se fala em doação de dinheiro. Não se trata de um problema econômico e sim de questões culturais e estruturais. No Brasil, a maior barreira psicológica está na desconfiança: Para onde vai a doação? Nossas infinitas decepções com a qualidade e a transparência de serviços públicos nos ensinam a desconfiar de todos.

A necessidade de agir rapidamente para conter os danos da pandemia tem nos obrigado a abrir mão do controle e das desconfianças para confiar no terceiro setor e na sua capacidade de esclarecer dúvidas, traduzir medidas e dar voz aos técnicos. Nessa onda de engajamento social sem precedentes, vamos juntos fortalecendo a visão de Estado enxuto e economia de mercado, liberdades e estado de direito.

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Priscila Pereira Pinto é CEO do Instituto Millenium. Cientista política pela Fordham University (Nova Iorque), tem mestrado em Gerenciamento Político pela George Washington University (Washington DC) e é pedagoga. Empresária da consultoria Novas Gestoras.

 
 

Fonte: Com Agências