Jornal Tijucas - Como o comércio eletrônico cresceu – e mudou – no meio da pandemia

Como o comércio eletrônico cresceu – e mudou – no meio da pandemia

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O cenário já é conhecido: com lojas fechadas e pessoas trabalhando de casa, o comércio eletrônico é uma alternativa buscada durante a pandemia do coronavírus. A novidade é o comportamento do consumidor. Mais do que aumentar as compras pela internet, o seu modo de consumir também mudou no último mês, com impacto nos dados de todo o primeiro trimestre.

De acordo com levantamento realizado pela Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado para o comércio eletrônico, o faturamento das vendas digitais atingiu 20,4 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano, alta de 26,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Foram feitos 49,8 milhões de pedidos no período, número 32,6% maior do que o do primeiro trimestre de 2019.

Apesar da alta, os consumidores estão gastando menos em cada compra online. O tíquete médio dos pedidos no primeiro trimestre foi de 409,50 reais, 4,5% a menos do que o registrado nos três primeiros meses do ano anterior.

Categorias e frete

O setor viu um aumento expressivo das vendas de produtos de higiene e saúde, especialmente no mês de março.

No mês passado, os campeões de venda foram gel antisséptico e material de limpeza, cujo volume de pedidos subiu 4.261% e 2.520%. Logo atrás vêm lente de contato/acessórios e termômetros. Naquele mês, o faturamento de pedidos no segmento de saúde mais que dobrou, crescendo 110%, enquanto o número de pedidos em si cresceu 67%. Ou seja, as pessoas pediram mais vezes e, sobretudo, gastaram mais em cada pedido. 

Já no trimestre como um todo, tiveram destaque as categorias de artigos para casa, eletrodomésticos e produtos de ventilação, suplementos e itens de esporte e lazer, móveis e a categoria construção e decoração.

De acordo com a Compre&Confie, outro fator que destoa das tendências observadas anteriormente é a redução do valor do frete. O preço médio do serviço teve redução de aproximadamente 6% em relação ao mesmo período de 2019, chegando a uma média de 21,06 reais. As promoções, saldões e a Semana do Consumidor, que usam frete grátis como atrativo e estratégia de vendas, levaram a essa redução. 

Compras internacionais

Além do cenário nacional, no último ano, o consumidor brasileiro também comprou mais em sites estrangeiros. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Compre&Confie com 2.397 consumidores, no último ano, sites estrangeiros faturaram 6,1 bilhões de reais. O resultado reflete as 59,5 milhões de compras realizadas durante todo o ano e o tíquete médio registrado, de 102 reais.

“Apesar de significativos, os números ainda não trazem preocupações para os varejistas locais”, diz Dias. No mesmo período, o e-commerce brasileiro movimentou mais do que dez vezes mais, 75,1 bilhões de reais, e concentrou mais de 178 milhões de pedidos de compra.

No último ano, 14,1 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra online em sites estrangeiros. A média é de quatro compras por consumidor nessas plataformas durante todo o ano. Entre as categorias mais compradas, estão: Eletrônicos (destacada por metade dos compradores), seguida por Telefonia (28,7%) e por Moda e Acessórios (21,4%).


Fonte: Com Agências