Jornal Tijucas - Empresas chinesas enfrentam rebaixamento das notas de crédito

Empresas chinesas enfrentam rebaixamento das notas de crédito

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Empresas chinesas entram para o clube global de companhias endividadas atingidas por cortes das notas de crédito devido ao impacto da pandemia de coronavírus.

S&P Global Ratings, Moody's Investors Service e Fitch Ratings emitiram mais de 50 rebaixamentos para empresas chinesas no primeiro trimestre deste ano. O número de rebaixamentos, que incluiu cortes das notas de crédito e das perspectivas, se compara aos cerca de 30 no mesmo período do ano passado.

Os cortes destacam a crise enfrentada por empresas chinesas cujas receitas sofreram o impacto da paralisação de grandes áreas do país para conter o surto. As vendas de títulos em dólar também despencaram, o que complica a situação de emissores diante da pilha de US$ 85,4 bilhões em dívidas neste ano.

"Com a propagação da epidemia globalmente, a queda da demanda no exterior reduzirá as exportações da China, o que pode ser um fator importante com impacto nos ajustes das notas de crédito no futuro", disse Li Chang, analista da S&P. Com o refinanciamento de títulos em dólar e a emissão de títulos de alto rendimento em queda significativa, os riscos enfrentados por emissores estrangeiros podem ser mais graves, acrescentou.

Há poucos sinais de que a pressão sobre as notas de crédito vai diminuir em breve. Algumas empresas chinesas já começam o segundo trimestre em situação difícil: a Car Inc., maior locadora de carros da China, teve a nota de crédito rebaixada em dois degraus pela S&P. A Far East Horizon teve a nota de crédito cortada de grau de investimento para "junk", ou alto risco, pela Fitch. Também houve rebaixamentos entre incorporadoras imobiliárias, outro setor com sinais de problemas.

"2020 será um ano desafiador para empresas imobiliárias chinesas, com vendas contratadas enfraquecidas significativamente no primeiro trimestre devido ao surto de coronavírus", disse Kaven Tsang vice-presidente sênior de finanças corporativas da Moody's. A pressão de rebaixamento também aumentará se os ambientes operacionais e financeiros não se estabilizarem nos próximos três a seis meses, acrescentou.


Fonte: Com Agências