Jornal Tijucas - Brasil tem 800 mortes e quase 16 mil casos confirmados de coronavírus

Brasil tem 800 mortes e quase 16 mil casos confirmados de coronavírus

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Ministério da Economia e representantes do governo federal detalham regras para o saque do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço). Executivos irão participar de entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (8).

A liberação de recursos do FGTS é mais uma das medidas de estímulo da economia contra os impactos financeiros provocados pela pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Além disso, o Ministério da Saúde deve atualizar os dados da pandemia de coronavírus no Brasil, em seguida.

Saque FGTS

Conforme o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, mais de 30.700 milhões de trabalhadores poderão retirar o valor do FGTS. “O dinheiro vai voltar para o trabalhador”.

Além disso, o secretário afirma que o ministro da economia, Paulo Guedes, entrou em contato em dezembro de 2019, para a pasta programar medidas para proteger a economia do Brasil, caso a pandemia de coronavírus se espalhasse pelo mundo e chegasse ao país.

A Medida Provisória, publicada nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial da União, determina que os saques serão realizados de 15 de junho de 2020 a 31 de dezembro de 2020. O limite é de um salário mínimo (R$ 1.045) por trabalhador.

Questionado sobre a possibilidade de liberar todo o saldo do FGTS, o diretor do FGTS e do CODEFAT, Gustavo Tillmann, afirmou que isso iria esvaziar os cofres do fundo de garantia. Além disso, ele relembrou que, caso acontecesse, nenhum dinheiro seria repassado para os planos de financiamento de imóveis. Ou seja, programas como, por exemplo, Minha Casa Minha Vida seria impactado.

Ministério da Saúde

O Brasil tem 800 mortes e 15.927 casos confirmados de coronavírus. Os dados foram atualizados pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, durante uma entrevista coletiva no fim da tarde desta quarta-feira (8).

Os dados representam um crescimento de 16% em relação ao divulgado na última terça-feira (7), quando marcava 13.717 casos confirmados. A taxa de letalidade subiu de 4,4% para 5% entre a última segunda-feira (6) e quarta-feira (8).

O número de mortes cresceu 20% em relação ao divulgado na terça-feira, ou seja, 136 mortes nas últimas 24 horas. No entanto, o Ministério da Saúde alerta que alguns óbitos são de outros dias e foram confirmados e registrados apenas nesta quarta-feira (8).

Das 800 mortes causadas pelo coronavírus, 75% havia outro fator de risco, entre elas, 336 pessoas eram cardiopatas. Além disso, 77% das mortes são pessoas acima de 60 anos.

Os estados do Amazonas, Ceará, Amapá, Rio de Janeiro e o Distrito Federal estão em situação de emergência porque o número de casos é maior que a média do Brasil, onde 7,5 pessoas são infectadas a cada 100 mil habitantes.

O ministro ainda afirmou que 664.575 profissionais da saúde se insreveram para ajudar no combate do coronavírus. Lembrando que a iniciativa não é uma convocação. Além disso, Mandetta disse que mais de um milhão de testes rápidos deverão ser recebidos nesta semana.

Questionado sobre o uso da cloroquina em casos que não estão em estado grave, Mandetta alertou para os efeitos colaterais do medicamento. Além disso, caso o paciente esteja com H1N1 e não Covid-19, não irá adiantar no tratamento da doença e poderá acarretar os efeitos colaterais.


Fonte: Com Agências