Jornal Tijucas - Na crise política, Carlos Bolsonaro volta a bater ponto no Palácio

Na crise política, Carlos Bolsonaro volta a bater ponto no Palácio

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Interlocutores do Planalto temem que o vereador Carlos Bolsonaro ajude a inflar ainda mais os ânimos de Jair Bolsonaro contra o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Recorrer ao chamado "gabinete do ódio", comandado pelo parlamentar, pode ser um jogo arriscado e que ainda não rendeu bons frutos ao País

Carlos e Jair Blsonaro; Luiz Henrique Mandetta no detalhe
Carlos e Jair Blsonaro; Luiz Henrique Mandetta no detalhe (Foto: Reprodução | PR)

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) voltou a bater ponto no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (06). Membros do governo avaliam que esta semana será decisiva na definição dos rumos da estratégia para o combate ao coronavírus, que atinge pelo menos 12,2 mil pessoas no Brasil, com 567 mortes.

Interlocutores temem que o parlamentar ajude a inflar ainda mais os ânimos de Jair Bolsonaro contra o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que está com sua permanência no governo em xeque por defender o isolamento social, enquanto o ocupante do Planalto contraria recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao criticar o confinamento em massa e pedir a reabertura do comércio. A informação foi publicada na coluna de Bela Megale. 

O vereador é conhecido por seu estilo agressivo nas redes sociais. Ele seria uma espécie de comandante do chamado "gabinete do ódio", com a função e patrocinar robôs para a divulgação de fake news. 

A crise política no governo aumentou após divergências sobre a covid-19 entre o ministro e Bolsonaro, para quem somente idosos e pessoas com doenças preexistentes devem se isolar. O ocupante do Planalto já classificou o coronavírus como uma "gripezinha" e também já disse que era uma "fantasia propagada pela mídia". 

Uma pesquisa feita pelo Datafolha apontou que, segundo 76% dos brasileiros, o isolamento é ideal para combater o coronavírus. Outro levantamento apontou que, entre os que recebem dois salários mínimos, aumentou de 33% para 40% o percentual daqueles que consideram a atuação do governo como ruim ou péssima na gestão da epidemia. 

Agora, diante de projeções pessimistas para o crescimento da economia, com estimativas oficiais de 0%, e dos atritos de Bolsonaro com parlamentares e principalmente com governadores, Carluxo tem a função de tentar reverter a imagem do pai no gerenciamento da maior crise da saúde em nível global. Usar os "princípios" do "gabinete do ódio" pode ser um jogo arriscado e aumentar ainda mais o divisionismo na sociedade brasileira. 


Fonte: Com Agências