Jornal Tijucas - “Eu não cheguei aqui, pelo milagre da facada e a eleição também, para perder para esses urubus aí”

“Eu não cheguei aqui, pelo milagre da facada e a eleição também, para perder para esses urubus aí”

Últimas notícias -

de JAIR BOLSONARO, às portas do Alvorada, gesticulando em direção ao grupo de repórteres.
“Eu não cheguei aqui, pelo milagre da facada e a eleição também, para perder para esses urubus aí”,  
de JAIR BOLSONARO // às portas do Alvorada, gesticulando em direção ao grupo de repórteres.  

Luiza Trajano demorou semanas para ir se aproximando de Luciano Huck. Alguns pensaram que ela queria formar no bloco que enxerga Huck como presidenciável,  ledo engano.

Mais: ela queria convidar pessoalmente o animador para ser garoto propaganda da nova campanha das lojas Magazine Luiza, contrato milionário, de conhecimento apenas das duas partes.

 
 

Enchendo o cofrinho

Na expectativa de gravar Verdades Secretas 2, Camila Queiroz, 26 anos, vai cumprindo o isolamento preocupada com a terceira idade e com outros grupos de risco, conta o que está fazendo para manter a forma na quarentena. “Eu tento sempre manter a rotina de exercícios ao máximo que posso, mesmo que reduzida ou readaptada. O importante é não parar, porque voltar é bem difícil, mas me permito alguns guilty pleasures. Mas não deixo manter minha rotina de treinos e drenagem. Equilíbrio é tudo”. Enquanto não grava a sequência da novela, ela vai encarando várias campanhas publicitárias, fotografadas antes do distanciamento social. Ela é garota-propaganda da lingerie Jogê, Fórum e da grife goiana Muchacha.

Nova Confusão

Se cobrir vira circo, se cercar vira hospício – é o velho mote de volta em relação a setores delirantes do governo e da família Bolsonaro. Agora, usando o personagem Cebolinha, que troca o “r” pelo “l”, Abraham Weintraub, ainda ministro da Educação, acusa Pequim de esconder informações do coronavírus do resto do  mundo para posteriormente lucrar com leilões de equipamentos médicos. A embaixada acusa as postagens de “cunho fortemente racista” causando “influência negativas” nas relações comerciais entre os dois países (a China é o maior comprador do país).Há ainda dois lados surrealistas na sequência dessa nova confusão com a China: o Itamaraty (leia-se Ernesto Araújo) não quer comentar o episódio (no caso anterior, com Eduardo Bolsonaro, piorou a questão) e Weintraub nega ser racista (“tenho um monte e amigos chineses”) e diz que pedirá desculpas se a China  vender mil respiradores a preço de custo para o Brasil.

 
 

Vestindo Travesseiro

O isolamento social que tem ganhado apoio de vários artistas também está atingindo seu lado engraçado. Muitas pessoas aproveitam este isolamento para fazer piadas, fotos, memes. Levando tudo com muito humor a blogueira, influenciadora digital e empresária Thássia Naves (à esquerda) lançou um desafio e se vestiu com um travesseiro e supostamente, estaria nua por trás do objeto (muitas celebridades têm optado por aparecerem nuas neste momento). O desafio foi aceito pela jornalista e também influenciadora digital Marcelle Ceolin (centro) e pela ex-BBB19 Carol Peixinho (à direita), claro cada uma no seu status digital.

Guerra digital

Enquanto Bolsonaro avisava, no começo da tarde, a todas os ministros que demitirá Mandetta, o único que ainda tem alguma credibilidade ao governo (depois, volta atrás por pressão maior dos militares), as falanges bolsonaristas detonam o ministro da Saúde nas redes sociais. Agora, dizem que, como não conseguiu entrar na Faculdade de Medicina de Mato Grosso do Sul, foi cursar na Gama Filho, no Rio, faculdade que, de tão boa que era, foi descredenciada pelo Ministério da Educação, com seu fechamento definitivo.

In – Smoothie de banana
Out – Smoothie de espinafre

 
 

Faltou tinta

Na véspera, o presidente Bolsonaro bradou que não tinha medo de usar a caneta. Era uma ameaça à cabeça de Luiz Henrique Mandetta, titular da Saúde. Esta semana, depois da reunião ministerial quando o mesmo Mandetta permaneceu no cargo sob a tutela branca dos ministros militares, mais Congresso e Supremo, um dos ministros mais irônicos deixou o encontro soprando no ouvido de outro tutelar de Pasta: “A caneta estava sem tinta”.

Poder verde-oliva

Na grande reunião de segunda-feira (6) com todo o Ministério, que gerou grande expectativa diante da possibilidade de Mandetta ser afastado, quem acabou convencendo Jair Bolsonaro a recuar de sua intenção, foram os militares do governo, que apoiam a estratégia do titular da Saúde. Em contrapartida pediram a Mandetta um pouco mais de conciliação com os pontos de vista de Bolsonaro. Resultado: Luiz Henrique Mandetta saiu aplaudido de lá e o presidente sumiu, nem falou com jornalistas.

VAI BATER

Davi Alcolumbre, recuperado, tem descrito o presidente Bolsonaro aos mais chegados como motorista de um caminhão em alta velocidade em direção a um muro e, mesmo alertado que vai bater, não para. A imagem foi usada para descrever a batalha de Bolsonaro contra o ministro Mandetta. Agora, com a nova ameaça de demissão não cumprida, é o Chefe do Governo que se desgasta e passa a imagem de fraqueza.

Obra e graça

O tom conciliador com os governadores (mesmo não dando muito resultado e todos se bandeando para os lados de Luiz Henrique Mandetta, da Saúde) no pronunciamento de Jair Bolsonaro, na terça-feira (31) da semana passada, se deu por obra e graça do ministro da Casa Civil, general Braga Netto. No dia seguinte, Bolsonaro voltou a entornar o caldo sem que o general visse o texto antes que se transformou no “interventor soft” do governo.

SUICÍDIO

Observadores políticos acham que, quando estimula ministros e seus parentes a cutucar a China, transforma a suposta paranoia em fator de risco para o país. Os chineses são principais sócios estrangeiros na Infraestrutura e compra um terço de tudo o que Brasil exporta. Resumo da ópera: fomentando crises internas e externas, em meio à guerra contra o coronavírus, Bolsonaro flerta com o suicídio político. Agora, mais uma vez, no episódio Weintraub, nascido do delírio desse bloco.

Fanatismo

É um grupo pequeno, mas barulhento e cada vez  mais atuante. São os fanáticos seguidores de líderes que despejam suas barbaridades pelas redes sociais. Um exemplo, foi o episódio da fanática às portas do Alvorada, pedindo a Bolsonaro uma intervenção militar, aos berros, para que as pessoas voltassem a trabalhar. O presidente distribuiu a fala da mulher em rede social. Ela pode até não entender como é que funciona a República, mas o doloroso é que Bolsonaro acabou referendando sua fala.

Manobra furada

Para demitir Mandetta, Bolsonaro tentou costurar uma ampla rede de apoio, com Congresso, Judiciário e setores do governo e da sociedade. Conseguiu números do Datafolha de brasileiros que não querem que ele renuncie. A manobra ficou apenas na cabeça de Bolsonaro. Se acontecesse, o afastamento do ministro da Saúde poderia lhe custar até mesmo o mandato presidencial antecipadamente. Agora, a permanência de Mandetta lhe dá ares de estadista: é mais popular do que o Chefe do Governo.

“BOLSONERO”

Há alguns dias, a revista The Economist chamou o presidente do Brasil de “BolsoNero”, uma versão atualizada do imperador romano, que tocava harpa enquanto Roma pegava fogo. E a comparação da revista é que, enquanto o mundo faz um esforço de guerra para enfrentar o coronavírus, o Capitão insiste em tratar a pandemia como “uma gripezinha”, a ser curada por jejum e orações, como mandou Michelle, sua mulher evangélica. Falta-lhe apenas a harpa.

MISTURA FINA

  • “AQUECE, Mourão!”. Este é o provocativo bordão que o senador Major Olímpio, ex-aliado de Jair Bolsonaro tem usado entre os colegas do Congresso a cada nova crise provocada pelo presidente. E começa a multiplicar em redes sociais, onde também atuam ex-bolsonarista, como se fosse uma cadeia.
  • MANDETTA, ministro da Saúde, é um trator. Não perde contato com governadores e só no dia da reunião de Bolsonaro, com os chefes de executivo estadual, falou com 12 deles. E mantém essa ligação: é como se formasse uma rede mandettista e, claro, anti-bolsonarista nas questões do coronavírus.
  • SE a China não atende pedidos do Brasil, um grupo de profissionais e professores de Medicina, Engenharia e Informática da Universidade Federal de Itajubá demonstrou um velho respirador mecânico, fabricado no Brasil nos anos 50 e copiou digitalmente todos seus componentes. Agora sua transcrição digital pode ser lida por impressoras 3D e reproduzidas em escala.
  • O MINISTÉRIO da Justiça suspendeu, temporariamente, punições a empresas obrigadas a fazer recall por falha de fabricação em seus produtos. O perdão inclui montadoras, autopeças, alimento e laboratórios farmacêuticos. Os processos voltarão a ser analisados pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor só depois da quarentena.
  • O MINISTÉRIO da Saúde tem usado e abusado das operadoras de telefonia celular para disseminar orientações sobre o novo coronavírus. Desde 13 de março, já foram disparadas mais de 84 milhões de mensagens de SMS com informações sobre a doença – uma média de 4,4 milhões por dia.
  • NAS redes sociais, os brasileiros disputam para ver quem cria frases de humor de maior efeito em torno do isolamento. Uma delas: “Não vejo a hora de passar para o regime semiaberto”. E outra: “Hoje vou sair de casa. É minha vez de tirar o lixo. Que emoção! Nem sei que roupa usar”.
  • O DONO da rede de lojas Havan, Luciano Hang, um dos maiores apoiadores de Bolsonaro, voltou a fazer coro ao discurso do presidente pelo fim da quarentena e reabertura do comércio. O empresário fez uma live com empresários do ramo de chocolates pra mostrar o drama do mercado da Páscoa, com os rumos da economia em tempos de pandemia. E Luciano brada: “É de cortar o coração!”.
 

Fonte: Com Agências