Jornal Tijucas - Medidas fiscais nas economias da América do Sul

Medidas fiscais nas economias da América do Sul

Últimas notícias -

O coronavírus forçou a América do Sul a adotar medidas emergenciais em prol
da saúde pública que geraram impactos negativos em sua já instável
economia. A Ibovespa, principal índice da B3 e maior bolsa de valores da
América Latina, já sofreu queda de assombrosos 52.926 pontos, uma perda
acumulada de 45,42%, o maior impacto dentre as principais bolsas do mundo.

Na Argentina, a BCBA teve queda de 41.000 pontos, atingindo o patamar de
36.700 em apenas um mês, assolando ainda mais o país que sofre forte
retração econômica anualmente. Pesquisas indicam que o PIB brasileiro
poderá ter a maior retração desde o início da série histórica em 1962, saindo
de uma estimativa de crescimento de 2,5% para uma redução de até -4,4%,
chegando muito perto da projeção argentina.

Em 2009 durante a Pandemia H1N1 as medidas destes países foram em sua
maioria orientativas. Dessa vez o povo exerce o poder da democracia através
das redes sociais, forçando inclusive o presidente do Brasil, declaradamente
contrário as medidas de restrição comercial, a declarar estado de emergência e praticamente parar a economia interna da 9º economia global, e levando os
dois gigantes sul-americanos a publicarem medidas emergenciais de
preservação de empregos, acesso ao crédito e subvenções tributárias,
resultando em cortes expressivos dos recursos públicos.

O problema é que sem dinheiro não existe estado, e para países com
orçamentos tão apertados isso é ainda mais verdadeiro. Medidas recentes
destes dois países nos remetem ao “New Deal” de Roosevelt, que diante da
crise de 1929 forçou nação apoiadora do liberalismo econômico como o
idealizado por Adam Smith a adotar medidas mais intervencionistas.

Até aí tudo bem, não é histeria se o risco é real. Saúde pública e crise econômica podem dilacerar uma nação. A questão é saber se estes países com tributos entre os mais altos do mundo terão maturidade para executar um plano como o adotado nos anos 30 por Roosevelt, ou se nos aproximaremos de um estado fáustico, de dirigismo político excessivo como o venezuelano, incentivado pela sombra do comunismo que ainda paira tão forte sobre o nosso continente.


Fonte: Com Agências