Passados 40 dias desde a confirmação do primeiro caso da covid-19 no Brasil, o Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira, 06, que o país chegou a 12.056 casos confirmados  e 553 mortes pelo coronavírus. A taxa de letalidade está em 4,6%.  Os dados são de boletim da pasta e foram atualizados até as 14h.         

Foram 926 novos casos e 67 mortes registrados apenas nas últimas 24 horas. Ontem, a contagem do Ministério da Saúde estava em 486 mortes pela doença e 11.130 casos confirmados.

O Centro-Oeste é a região que ainda tem menor incidência. São 734 casos e 17 mortes. Em Goiás houve confirmação de 119 infectados e cinco mortes. No Distrito Federal é onde há mais preocupação, com 473 casos e dez mortes. 

Segundo Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, o Brasil é o 15º país com mais número de casos confirmados do novo coronavírus, o 13º no número de mortes e o 17º em taxa de letalidade.

Das mortes, 81% eram de pessoas acima de 60 anos; 78% delas apresentavam pelo menos um fator de risco, principalmente cardiopatia, seguida por diabete; 30% não tinha comorbidade. O secretário afirmou que pessoas com menos de 60 anos apresentavam mais diabete do que cardiopatia.

Projeção

Os números são de registros oficiais, mas projeções matemáticas sugerem que eles representam apenas 10% do total real de infectados. Conforme mostrou reportagem do Estado, para calcular o número real de casos de coronavírus no país, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, vai usar uma metodologia similar à de pesquisas eleitorais. Os testes começam em quinze dias, e antes do fim de maio o país já deve ter uma dimensão mais clara da epidemia.

Originalmente, o objetivo do projeto era fazer o levantamento de forma experimental somente no Rio Grande do Sul, com financiamento de R$ 1 milhão do Instituto Serrapilheira. Mas o Ministério da Saúde logo percebeu o potencial da ideia. Antes que os técnicos fossem a campo no Sul, firmou um contrato para uma pesquisa de abrangência nacional. Será o primeiro estudo no Brasil a estimar o número de infectados com maior precisão.